A criação deste programa de promoção internacional da música improvisada portuguesa insere-se numa estratégia, seguida há muitos anos pela Festa do Jazz e pela Associação Sons da Lusofonia (ASL) desde a sua criação, em 1996, de constituição de uma comunidade forte à escala nacional, que possa, de forma sustentada, promover-se na Europa e no mundo.
Desde antes da primeira Festa do Jazz, em 2003, passando pela Europe Jazz Conference de Lisboa, em 2018, até à primeira embaixada do jazz português na feira jazzahead!, em Bremen, e inclusão de Portugal no Jazz Panorama da Europe Jazz Network, que trabalhamos (recentemente em conjunto com a Rede Portuguesa de Jazz) para impulsionar a música improvisada portuguesa, criando um espaço de visibilidade como nunca teve na nossa história. Mas ainda há muito por fazer. Por isso, decidimos desenvolver a ideia de Jazz Panorama, numa iniciativa apoiada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), para aumentar a exposição pública internacional de músicos e grupos portugueses de jazz.
O Jazz Panorama Portugal que aqui damos a conhecer é mais uma das nossas propostas de internacionalização estruturada do jazz português, apresentando uma série de perfis de músicos e bandas portugueses a programadores internacionais, nomeadamente europeus. Tencionamos alargar futuramente o espectro de perfis, de modo a alcançar uma ampla representatividade da comunidade do jazz nacional junto de programadores europeus. Todos os perfis estarão em inglês e serão associados às páginas online dos artistas e grupos selecionados. Esta iniciativa também servirá de inspiração e de apoio à formação e ao desenvolvimento das carreiras de jovens músicos, em Portugal e na Europa.
Carlos Martins - Presidente da Associação Sons da Lusofonia