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FESTA DO JAZZ - Edições

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2018

Números da Festa do Jazz em 15 Edições: mais de 450 concertos; mais de 100.000 Espectadores; 255 participações das escolas de jazz; 4.000 músicos presentes; 30 obras inéditas compostas para a Festa; cerca de 1000 músicas compostas; cerca de 100 discos lançados na Festa, mais de 600 artigos, anúncios de imprensa e aparições nos media; mais de um milhão e meio de cartazes e Mupis; cerca de 750.000€ de investimento base (CML/EGEAC), etc...

Contar a História do Jazz em Portugal dos últimos 20 anos, ancorada à Festa do Jazz como evento nacional único, não se pode resumir a um elencar dos músicos presentes, dos prémios atribuídos, dos números de concertos ou da medição em milhares do público que por lá tem passado. A Festa do Jazz sempre foi um lugar de encontro privilegiado da comunidade e foi atravessada por diversas correntes musicais. Olhar para a sua História será sempre visitar a História recente do jazz em português. Muito para além dos números e dos factos! Foi o “Lisboa Em Jazz”, antecedente da Festa do Jazz, que permitiu que a Festa fosse o primeiro encontro anual e regular dos vários sectores do jazz nacional em Portugal criando, entre variadas oportunidades, um networking formal e informal onde a competição de escolas como estratégia de agregação e formação de público teve um papel fulcral no desenvolvimento do jazz português.

Olhemos para os músicos que ali têm construído e mostrado parte do seu percurso, como Ricardo Toscano, Diogo Duque, José Pedro Coelho ou João Mortágua, entre outros, mas olhemos também mais aprofundadamente para algumas das instituições que ganharam maior notoriedade ao longo dos últimos anos – a ESMAE e a Escola de Artes Performativas da Jobra - assim como a Associação Porta-Jazz. É essencial olhar, numa visão sobre caminhos futuros e a afirmação do jazz português num contexto internacional, para músicos como Sara Serpa, Susana Santos Silva ou João Barradas, que a Festa do Jazz praticamente viu nascer e cuja penetração em circuitos europeus e norte- -americanos tem consolidado os seus nomes fora de portas. Soubemos também construir um património rico em termos de criação musical que contribuirá para o reconhecimento de diferentes percursos de músicos sem deixar de fazer uma análise critica sobre o papel da Festa do Jazz português.

O diálogo constante, sustentado ao longo do ano, ano após ano, ao longo de 15 anos, entre a História em maiúscula e as histórias individuais que compõem esse quadro geral é um dos segredos da Festa do Jazz. Esta Festa do Jazz que se afirma este ano com o apoio dos que realmente querem o bem da comunidade.

Num ano histórico para o jazz português, em que realizamos pela 1ª vez em Portugal a Conferência Europeia de Jazz (CCB - 13 a 16 de Setembro), em que se materializa a primeira a rede de jazz português, ambas conquistas da comunidade, aproveitamos para lembrar os 70 anos do Hot Clube, um clube onde muitos de nós, nos anos 70 e 80 do século passado, nascemos para a música improvisada.

A Festa do Jazz 2018 é dedicada a Lurdes Júdice, vice-presidente da Sons da Lusofonia, que faleceu recentemente: uma mulher que “amou e fez o que quis”, e nos deixou a herança de acreditarmos que “o mundo será salvo pela beleza”. O concurso das escolas terá também um prémio com o seu nome. A Festa do Jazz continua! Inspirados na música e nos músicos saberemos construir novos caminhos e novas oportunidades.

Agradecimentos: A Jorge Salavisa e José Luís Ferreira (SLTM). Ao Luís Hilário pelos 15 anos e Alaíde Costa pelos anos recentes.

Às Escolas-professores e alunos; aos músicos sem os quais não haveria Festa do Jazz e que este ano decidiram generosamente apoiar esta edição; às editoras, festivais, críticos e associações.

À Santa Casa da Misericórdia de Lisboa – sem a qual não haveria Festa do Jazz 2018; A Élio Correia-Conservatório de Música de Lisboa; Duarte Azinheira–Imprensa Nacional; Paulo Pimentel–Ébano e Marfim; Jorge Lopes - Cool Áudio; Marta Lourenço e Mafalda Madureira–Museu Nacional de História e Ciência; Carmo Afonso e Solange Portela; Fern Pochtar; e todos os que à sua maneira trabalham diariamente para o bem comum.

Veja o cartaz aqui.

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