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FESTA DO JAZZ - Edições

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2011

1, 2 e 3 de Abril

No primeiro ano da realização da Festa do Jazz do São Luiz, em 2003, pretendíamos apresentar um evento (que palavra!) que “ao longo de 2 dias e de aproximadamente 24 horas de espectáculos, vai animar 4 salas/ espaços do referido Teatro, com Jazz feito no nosso país.” Ficámos surpreendidos com o resultado. “Tantos sorrisos e tão boa música. Tantas surpresas e encontros entre músicos de diferentes gerações”, escrevia eu no ano seguinte.

No 3º ano começámos sem timidez a chamar a este acontecimento a Festa do Jazz Português, esperámos 3 anos para que sentíssemos todo o país connosco. A Festa do Jazz do São Luiz era “reveladora do futuro desta música no nosso país. É por isso que continuamos a apostar nas escolas e é por essa razão que são elas o grande cartaz do nosso programa.” Ainda hoje o são.

Depois conseguimos trazer para a Festa o Teatro-Estúdio Mário Viegas: “Assim, foi possível convidar um grupo de artistas que pela sua vitalidade, imaginação e originalidade trarão à Festa novos públicos e um ambiente heterogéneo dando uma melhor imagem das músicas que pulsam hoje à nossa volta.” Estávamos na 4ª edição e, fora do meio musical e ‘jazzístico’, os media continuavam a quase ignorar esta vitalidade…

Depois foi a consolidação. A criação de equilíbrios. A vontade de inovar e “ [de] servir ainda mais a necessidade que sussurra à nossa volta de nos reinventarmos e de não ter receio de seguir em frente com o que já adquirimos, pela subtileza e pelo sonho.” A vontade e a espontaneidade dos músicos e da sua música são verdadeiras e intensas. Essa é uma das razões do sucesso deste projecto e certamente a razão principal.

Uma outra razão importante é o facto do São Luiz Teatro Municipal se ter tornado na ‘casa’ desta Festa, através da cumplicidade criada pelo seu ex-director, Professor Jorge Salavisa, um grande apoiante e inspirador da Festa. Esta ‘casa’ em Lisboa capitalizou a Festa pelo facto desta cidade se ter aberto ao mundo nestes últimos anos de uma forma estruturada e orgânica. Como dizia em 2009, “comunicação nos media nacionais e internacionais especializados, abertura, internacionalização, programa de residências, masterclasses, encontros, edição de suportes áudio e vídeo, regulamentação do concurso das escolas de jazz, entre outros, são aspectos a ter em conta e a melhorar nas próximas edições.” É bom olhar para trás e ver que cumprimos largamente estas promessas.

Faltava a internacionalização: pois bem, cumpre-se este ano, na 9ª Festa do Jazz Português. Por isso vamos ter uma dúzia ou mais de convidados de várias partes do mundo que na sua maioria são críticos de jazz, directores de festivais ou divulgadores de renome nos seus países de origem. Este é o primeiro passo estruturado na internacionalização da música portuguesa, neste caso da música improvisada.

Agradecemos ao Ministério da Cultura o apoio essencial para esta fase da nossa vida cultural e da possibilidade de inscrição e alargamento da música improvisada nas fronteiras por ela própria desenhadas desde há uns anos a esta parte.

Para terminar, relembro um parágrafo que escrevi o ano passado: “Para chegar a esta simplicidade foi necessário talento, trabalho, paixão e uma visão. Foi necessário criar comunidade e confiança, focagem e abertura. Algo difícil entre nós, Portugueses. Mas que os músicos de jazz e a organização da Festa conseguiram fazer em conjunto. É bom reter esta memória do trabalho colectivo. É impressionante como nos podemos surpreender...”. Espero continuar a surpreender-me e a surpreender-vos no futuro.

Veja o cartaz aqui.

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